sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pascal, Bacon, Descartes e Galileu



Filosofia moderna

Principais filósofos;

Blaise Pascal: Cientista e filósofo foram uma das mentes mais agudas do pensamento ocidental, defensor da razão e da racionalidade do dom da fé. Nasceu em Clermont, na França em 19 de junho de 1623. A sua educação foi obra de seu pai, como revela sua irmã Girbert: “meu irmão nunca foi ao colégio e nunca teve outro mestre alem de meu pai”. Aos 16 anos, Pascal escreve um tratado sobre os cônicos, uma obra de grande fôlego, tanto que se dizia, que depois de Arquimedes, não se havia nada de tão poderoso. Aos 18 anos, inventou ”aquela maquina aritmética que se faz todas as espécies de operações com infalível segurança”. Com 23 anos, inventou e realizou a experiência de vácuo que demonstra claramente que todos os fenômenos até então atribuído ao vácuo, na verdade são causados pelo peso do ar.

Na noite de 23 de novembro de 1654, foi atingido por profunda e fulgurante iluminação religiosa, escrevendo o “Memorial”, que durante o resto de sua vida manteve costurado em sua roupa, o qual só foi retirado após três dias de sua morte.

Pascal morreu em 19 de agosto de 1662 de um tumor abdominal, antes de morrer, ele queria se confessar e comungar. Quando o padre o abençoou, ele exclamou: ’ que o senhor nunca me abandone!”teve um novo ataque, no qual não se refez, faleceu aos 39 anos.

Francis Bacon: Foi o profeta da revolução tecnológica moderna. Nasceu em Londres no dia 22 de janeiro de 1571. Entrou na universidade de Cambridge quando tinha 12 anos. Em 1602 Bacon havia escrito o Temporis partos másculos. Essa obra é um escrito muito polêmico contra os filósofos, tanto os antigos (Platão, Aristóteles, Galeno, Cícero) como medievais (Tomas e Escoto) e renascentistas (Carden e Paracelso). Na opinião de Bacon todos estes filósofos são moralmente culpados de não terem dado a devida atenção à natureza e o necessário respeito para com esta obra do criador, que deve se vivida com humildade e interpretada com a devida cautela e paciência. Para ele a filosofia de passado é estéril e verbosa. Francis deu uma contribuição notável podendo ser considerado com mérito aquele que escrevia como Lord Chanceler, merecia lugar de destaque, além da historia da filosofia, também no desenvolvimento do seu saber cientifico. Procedendo nesse modo na busca da verdade, Bacon criava um caminho diferente dos empiristas : “ até agora aqueles que trataram de ciência eram empíricos ou dogmáticos. Os empíricos, como as aranhas, extraem si mesmo a sua teia. O caminho intermediário é o das abelhas, que extraem sua matéria prima das flores, transformando e dirigindo em virtude de uma capacidade que lhes é própria. Assim nossas esperanças se depositam na união sempre mais estreita e sólida, entre essas duas faculdades, sendo experimental e racional, essa união que até então não se realizou”. Embora tenhamos hoje todos os motivos para pensar que é ingênua e equivocada, “a idéia de que, querendo, nós podemos purificar nossas mentes dos preconceitos”. Esse dogma baconiano exerceu influencia sobre a prática e teoria da ciência, as quais exercem influencia até os dias de hoje.

Francis Bacon faleceu em 1626 aos 65 anos deixando três invenções muito importantes: a arte da impressão, a pólvora e a bussola.

Rene Descartes: Fundador da filosofia moderna é considerado o pai da matemática, introduzindo a “duvida” como elemento primordial para investigação filosófica e cientifica. Nascido em La Haye, na França em 31 de março de 1596, pertenceu a uma família nobre, foi aos oito anos enviado a um colégio jesuíta em La Fleche, onde recebeu uma sólida formação filosófica e cientifica, foi considerado o primeiro filosofo moderno, criando de maneira confusa um subjetivismo idealista e racional, rejeitando todas as certezas dogmáticas e prontas, partindo da duvida como forma de compreender o mundo. A primeira certeza de Descartes é o “cogito ergo sun traduzindo penso logo existo”. Atraves dessa reflexão surge toda sua filosofia. Descarte não foge tanto dos temas: Deus, alma, mundo, realidade e pensamento. Dividindo a realidade em três categorias: res cogitas , res extensa e res infinita. A maior parte da obra de Descartes é consagrada a ciência(domínio da matemática e da ótica). Sua filosofia exposta, principalmente em “o discurso do método” o mais amplamente lido de todos os seus trabalhos, é a proposta de meio para tal, considerado um dos pensadores mais influente da historia do pensamento ocidental, inspirou contemporâneos e varias gerações de filósofos posteriores. Boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação as suas obras. Faleceram em 11 de fevereiro de 1650 devido a uma pneumonia, as suas cinzas encontram se em Paris na igreja de Saint- Germains- de-Pres.

Estas são algumas obras foram: o discurso do método (1637); principio da filosofia (1644); geometria analítica e o tratado do homem que foi publicado após sua morte (1662).

Galileu Galilei: As peripécias da vida de Galileu têm um interesse tão grande que se pode dizer que pertencem mais á História da Humanidade do que á Historia da filosofia. Por isso remetemos apenas que ele nasceu em Pisa , em 1564, e morreu em Arcetrim, em 1642. Criador da nova física e, de modo geral, do método experimental em suas aplicações práticas, Galileu não foi um filósofo no sentido mais complexo e completo do termo, mas teve um grandíssimo mérito de ter afirmado a autonomia da ciência.

Galileu sustentava a idéia corpénica de que “o centro do universo está em torno do sol”, no entanto, para ele esta não seria as descrições verdadeiras da realidade, porém seria útil para efetuar previsões e dar explicações das posições dos corpos celestes, foi por causa dessa idéia que ele foi acusado de heresia pela igreja católica (que acreditava que a terra era fixa e o sol girava em torno dela) e intimado a estar diante da inquisição duas vezes sendo a ultima condenado a cárcere privado e obrigado a negar tudo no tribunal. A mesma igreja que o condenou em 1983, 341 anos após sua morte, revendo o processo, decidiu pela sua absolvição. Suas principais obras foram: a luneta; a balança hidrostática; o compasso geométrico e militar e o relógio de pendulo. Descobriu também que a massa não influi na velocidade da queda, escreveu também o diálogo sobre os dois máximos sistemas, os discursos e demonstrações sobre duas novas ciências, entre outros.

Santo Agostinho


SANTO AGOSTINHO (354-430)

A Idade Média (século V à XVI) é conhecida como período de trevas. Mentalidade conservadora. Amava o que era tradicional e seguia o modelo da igreja.

A filosofia é fundamentalmente tingida de teologia. Nessa época Agostinho, conhecido como o último dos antigos e o primeiro dos membros filósofos a refletir sobre o sentido da história e o arquiteto do projeto intelectual da Igreja. Foi o maior de todos os padres da igreja e também o maior filósofo dos quinze séculos que separaram Aristóteles de Tomás de Aquino.

Agostinho que nasceu no norte da África, numa cidade chamada Tangaste em 354 nem sempre foi cristão. Filho de pai pagão, Patrício e de mãe cristã Mônica. A primeira educação de Agostinho foi estritamente humanística, feita de gramática e retórica. A sua atividade caracterizou-se por uma luta constante para preservar a pureza da doutrina católica.

Quando em Milão, foi influenciado por Platão e o neoplatonismo, também estava entre os adeptos do ceticismo. Faleceu em 28 de agosto de 430.

Filosofia de Agostinho:

Contra o ceticismo, que ainda dominava em muitos ambientes, Agostinho demonstrava que o homem conhece com certeza algumas verdades, por exemplo, o principio de não-contradição e a própria existência. Ninguém pode duvidar da própria existência, porque neste caso, a dúvida é uma prova de existência (Dizia ele: “Se me engano, existo”).

Na especulação sobre Deus para estudar tanto a sua natureza como a sua existência, Agostinho parte do homem, ele achava que se pode chegar a Deus mediante os indícios cosmológicos, por exemplo, através da ordem do Universo e da contingência das coisas. Ele encontrava indícios muito sugestivos da realidade divina mais no homem do que no mundo.

Na mente humana estão presentes verdades eternas, absolutas necessárias. A verdade é mais nobre e excelente do que a nossa mente, e se fosse mostrado alguma coisa acima de nossa mente reconheceria que Deus existe, mas se não existe nada mais excelente do que ela, então a própria verdade é Deus.

Deus esclarece Agostinho, criou tudo no mundo desde o começo e deu todas as virtualidades que viram desenvolvendo-se e atuando na história do universo, essas virtualidades impressas por Deus, são chamadas por Agostinho de razão seminais, mais se é assim, se o Criador já fez tudo, haverá alguma coisa reservada à atividade das criaturas? Para Agostinho o desenvolvimento das razões seminais se deve à atividade das criaturas, ele as se desenvolvem e dão origem aos novos corpos quando são despertadas e excitadas pela ação das criaturas.

Se Deus é a causa de tudo o que acontece, como se explica o mal? Agostinho chega a uma noção do mal que põe em condições de afirmar que Deus não é sua causa ele aceita teorias de que o mal é privação, é ausência, falta do bem. A causa do mal não é Deus, sendo o mal a privação de uma perfeição devida, porque Deus fazendo as coisas já lhes dá tudo a que lhes é necessário. Resta então que a causa do mal seja a criatura.

A sua argumentação para provar a espiritualidade da alma é a seguinte: ou alma pode exercer sua atividade (querer, pensar, duvidar, etc.) sem corpo e então é espiritual, ou é incapaz de exercer sua atividade sem o corpo, e então é material. Ora: pelo menos em um caso a alma pode desenvolver sua atividade sem o corpo: quando conhece a si mesma. Logo a alma é espiritual.

A alma, diz Agostinho, acha-se em contínua relação com a verdade. É inegável, com efeito, que a verdade está presente na alma, que tal presença determina uma união sobre mente que a contempla e a verdade que é contemplada e que esta união não pode cessar, porque nada pode separar a alma da verdade.

A construção de Agostinho é importante e segura e em muitos aspectos supera a de Platão e a dos neoplatônicos. Excelente é a sua defesa do valor do conhecimento; profunda a sua indagação sobre o espírito humano, sobre o tempo e a história, perenemente válida a sua solução do problema do mal.

Principais obrras:

- Contra Acadêmicos - De beat vita - De ordina

- Sobre a imortalidade da alma - Os solilóquios - De magistro

- Do livre arbítrio - Sobre a quantidade da alma - Da mentira

- Da trindade - Sobre o mestre - Sobre a música

- A cidade de Deus - Da verdadeira religião - As confissões

Alguns pensamentos:

“O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.”

“Na essência somos iguais, nas diferenças nos respeitamos.”

“Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.”

“Dois homens olharam através das grades da prisão, um viu a alma e outro as estrelas.”

“A verdadeira medida do amor é não ter medida.

São Tomás de Aquino

Tomás de Linhares dos Condes de Aquino nasceu em Roccaseca no ano de 1225 e recebeu a primeira educação nos beneditinos de Motecassinos. Entro para a Universidade de Nápoles e pouco tempo depois para ordem dos Dominicamos. Quando ainda jovem foi influenciado pela filosofia de Aristóteles.

Passou seus últimos anos no convento de Nápoles, adoeceu e pediu para ser levado para o claustro Cisterciense, onde faleceu no ano de 1274.

Tomás utilizando a fonte religiosa por meio da razão foi considerado um pensador de grande influencia da escolástica, enfrentou a questão da relação entre fé e razão, natureza e sobrenatureza, diante mão, quis demonstrar que fé e razão derivam de Deus, portanto não deveriam se opor, pois eram diferentes, mas interligavam-se. A partir desse pensamento, colocou a filosofia a serviço da teologia.

Tomás retorna a concepção metafísica do ser, introduzindo a doutrina religiosa e católica. Introduziu também o conceito de essência e existência, ou seja, é a essência que define o ser ou a existência é o ato do ser.

Deus é o ato do eterno, por isso todos os seres no processo de passagem da essência para a existência de Deus, utilizando-se dos princípios lógicos (formas Aristóteles) ele formula os princípios fundamentais para a teoria do ser.

Princípios fundamentais:

- O ser é tudo que é.

- O mesmo ser não pode ao mesmo tempo ser e não ser.

- Num mesmo lugar e tempo um ser, ou é ou não é, não há uma terceira possibilidade.

- Todo ser existe em si, o mesmo tem sua causa no outro ser.

Cinco Vias:

1. Motor Imóvel.

2. Causa primeira não causada.

3. Contingência.

4. Ser perfeitissimo.

5. Inteligência ordenadora do universo.

Entre infinitos seres criados por Deus, foi o homem que Tomás mais estudou. Esta preferência pelo homem não é somente a motivos teológicos, mas também por motivos filosóficos, de fato, é através do homem, mais do que outra criatura que o ser se torna manifesto a nós. O ser humano é composto de corpo e alma, sendo que está unida ao corpo de modo indissolúvel, de tal forma que a sua separação desfaz o indivíduo. Retoma a Aristóteles para a compreensão de que alma é a forma do corpo, todavia como pura forma é espiritual e sua função é intelectiva, supra orgânica como substancia, a alma é separada do corpo, assim sendo ela é imortal. Uma vez que a alma é a forma criada por Deus, dividida e separada do corpo que é mortal. Segundo o pensamento de Tomás é que o fim da ação humana é a sua perfeição na medida em que todo ser tende a sua perfeição. Essa última se realiza em Deus que é plenitude, o ser aspira a esse fim último, por isso está sempre insatisfeito e em busca da perfeição, ou seja, o fim da ação moral humana transcreve sempre o ser humano em sua experiência de vida.

Em sua teologia, Tomás procura explicações mais racionais e naturais quanto á existência de Deus, mostrando que Deus “É aquilo que supera todos os nossos pensamentos” e que sua Existência só pode ser provada a posteriore, ou seja, pelos seus atos. Tomás reduz todas as provas já existentes em cinco vias que mostram a majestade divina e conceitos mais racionais e favoráveis quanto à existência de Deus.

Quanto à política, sustentou a idéia de Aristóteles de que o estado nasce da natureza humana. Acreditava que o estado seria uma sociedade perfeita por ter um fim próprio e meio para se realizarem. Tomás acreditava também que a igreja podia ser vista como uma sociedade, porém uma sociedade ainda mais perfeita., por mostrar ao homem, a atividade que ele mais precisava, devendo então, o estado subordinar-se à igreja, assim a filosofia à teologia.

ARISTÓTELES

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Diálogo de Sócrates, relatado por PLATÃO

Afirmando ironicamente que de nada sabia, Sócrates logo de início desarmava seu interlocutor e encorajava-o a expor seus pontos fracos. Através de perguntas, introduzia ora um, ora outro conceito, até que a pessoa via-se em tal conflito que já não podia prosseguir. Embaraçada, percebia que não sabia o que julgava saber e que apenas cultivara preconceitos. A partir daí, Sócrates podia guiá-la para o verdadeiro conhecimento, fazendo que extraísse de si mesma a resposta. Certa vez, um rico habitante de Larissa chamado Mênon, viajou até Atenas para aprender a retórica dos sofistas. Ao encontrar Sócrates na praça, descalço e de ar zombeteiro, não resistiu a provocá-lo: -- "Poderias me dizer, Sócrates, se a virtude pode ser ensinada? Ou se ela se adquire por exercício?" -- "Muito me honras, estrangeiro, se julgas que sei se a virtude pode ser ensinada ou se ela se adquire de outro modo. Na realidade, confesso-te, Mênon, que não o sei. Aliás, nem sei o que é a virtude. E não sabendo o que é uma coisa, como queres que saiba como ela é? A conversa prossegue, e a palavra passa rapidamente de um a outro interlocutor, até que Mênon, sente-se embaraçado e interrompe o diálogo. Irritado, tenta ridicularizar Sócrates e compara-o à tremelga marinha, peixe de abdômen volumoso, cabeça grande e lisa, capaz de desferir descargas elétricas, paralisando a quem o toca. Com isso, referia-se tanto ao físico de Sócrates, quanto ao seu modo de discutir. Passado o choque inicial, Mênon vem a receber ampla compensação. É no decorrer deste diálogo que Sócrates fórmula sua teoria da reminiscência. Segundo ela, nada se aprende e nada se ensina, pois a alma apenas se recorda, de tudo que viu e de tudo que conheceu em suas infinitas vivências. A verdadeira ciência e a verdadeira opinião são apenas uma vaga recordação das verdades eternas que um dia a alma contemplou (Platão, Mênon).
Frases para reflexão:

Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

Os maus vivem para comer e beber. Enquanto isso,os bons comem e bebem para viver.

Aquele a quem a palavra não educar, também o pau não educará.

Existem três coisas no mundo, dizia o sábio , / que afugentam o homem e fazem-no sair de casa: / o fogo, o fumo e uma mulher má.



sábado, 11 de julho de 2009

Aristoteles Nascido em em 384 a.c, na Estagira, por isso chamavade estagirita, sua vida pode ser dividida em três fases principais:período em que ele foi discipulo de Platão; a segunda, o período em que foi preceptor de soberanos; a terceira em que fundou e dirigiu a sua escola. Aos dezoitos anos de idade Aristoteles vai para Atenas, para prossegui seus estudos. Naquela época duas grandes instituições educacionais em Atenas disputava a preferência dos jovens. De um lado Isócrates, seguindo a trilha dos sofistase do outro, a filosofia de Platão.Diante de dois caminhos, Aristoteles ingressa na academia de Platão. Depois da morte de Platão, ele deixa a academia e se tornou primeiramente conselheiro de um governante na Ásia menor, e mais tarde preceptor de Alexandre Magno. Com a subida de Alexandre ao trono,Aristoteles retorna a Atenas, onde abriu uma escola, O Liceu, em que os estudantes tinham como hábito realizar debates enquanto passeavam. Ao contrario doa academia voltada fundamentamente para investigações matematicas, O Liceu transformou-se num centro de estudos dedicados principalmente as ciências naturais. Ela escreveu sobre muitos assuntos e deixou em todos os campos a marca permanente do seu gênio. A forma literária começou com o dialogo, depois preferio o tratado, porque permitia conduzir a pesquisa com mais ordem, clareza e objetividade.Aristoteles elaborou um sistema que oferecia uma complicação completa do mundo e deixou em seus tratados um modelo incomparável da técnica de filosofar. " Considerado pai da lógica", foi quem estudou a sistemática dos conceitos, fundou a ciência da lógica, estabelecendo um conjunto de regras rígidas para que as conclusões pudessem ser aceitas logicamente válidas, levasse uma linha de raciocinio lógico baseados em premissas. O ponto de partida do procedimento lógico não esta em opiniões antagonicas, mas em leis universais do pensamento. Foi então com ele que o raciocinoi ocidentaltornou binária, mostrando que uma declaração é falsa ou verdadeira, não podendo ser parcialmente uma ou outra, formando assim a base do pensamento lógico ocidental. Apesar dos enorme avanços da lógica aristotélica persiste até os nossos dias, embora os lógicos atuais não pondo dúvidas na validade dos ensinamentos, acreditando de fato em grandes processos no estudo do pensamento racional.
A matefísica:
Após a morte a biblioteca ficou para o seu discípulo Teofrasto, que por sua vez deixou para Neleu ( discípolo de ambos). Com a inda para a Troande, ficaram com medo que os pegaminhos fossem tirado e levado embora para Pergamo e Alexandria. Por isso esconderam em um subterrâno cerca de 100a.c e foi descoberta por Apelicon que a levou para Atenas, quando conquistou a cidade 86a.c, com isso Silas mandou que fosse entreque a Andronico Rodes para sua edição. Depois da organização dos livros de física, foram encontrados livros sem nomesos quais chamou "livros que vêm depois da física"(meta ta physika). Aristoteles definiu s metafíca em 4 causas: Causa material - que questiona causas e principios; Causa formal - que indaga o ser enquanto ser; Causa eficiente - que investiga a substancia; Causa final - que investiga razão de algo existir. Ele ia no sensível o ponto de partida para o conhecimento.
A fisíca:
A concepção aristotelica de fisíca parte do movimento. O fato de serem movido significa que eles vem a ser, que estão sujeitos a geração e a corrpção, ou seja, de começar a existir ou deixar de existir. O movimento vem sempre no espaço e no tempo, mas para o filosofo o espaço e distancia entre os corpos e o tempo é a medida do tempo segundos antes e depois .

Psicologia: Sendo ele considerado o funadador da psicologia, tendo por objetivo a diferenciação dos animais e dos seres orgânicos, sendo a diferença que o homem tende por ser pensante, o ser humano tem por matériao corpo e a forma, a alma. Segundo Aristoteles a primeira fonte de conhecimento humano é a experiência sensitiva no qual vai gravando aos poucos os seus dados. Segundo ele, antes da vida está presente a alma, que não pré existiu em outro lugar. Não tendo lembranças nem idéias esquecidas.
A ética polica: De todos os grandes pensadores da Grécia antiga, Aristoteles foi o que mais influenciou a civização ocidental. Até hoje o modo de pensar e produzir conhecimento deve muito ao filósofo. A educação, para ele, é um caminho para a vida publica. Cabe a educação a formaçãodo do caráter do aluno. Para o filósofo nem todos os seres consequem ou tem oportunidade de cumprir o ciclo da em sua plenitude, porémpor ter potencialidades múltiplas, o ser humano só será feliz e dará sua melhor contribuição ao mundo se desfrutar das condições necessárias para desenvolver o talento. A organização social e politica, em geral, e a educação em particular, tem a responsabilidade de fornecer essas condições.
Estética:
Aristoteles expôs seu pensamento sobre a estética em duas obras celebérrimas:a retorica e a poética. Encontra-se nelas a primeira análise sistemática da atividade estética. A arte não se ocupa nem da natureza, nem da história,mas da beleza, isto é, de um tipo ideal de realidade que é da natureza é sempre imperfeito. Para ele há dois tipo de arte: Arte mecãnica e arte imitativa da natureza. As belas artes são imitativas. A imitaçaõ não tem, todavia, o sentivo pejorativo que tinha Platão; mesmo porque a imitação não é compreendida como simples reprodução, mas como emulação da natureza considerada como mestra. A função da arte, segundo ele é dupla: pedagogica e catártica. Enquanto Platão condenava a tragédia e comédia porque ensinam o mal em vez de cura-lo. Através das obras teatrais são vividas, na ficção, aquelas paixões que, de outro modo, tenderiam a ocorrer na realidade;elas proporcionam uma descarga da personalidade que se veio acumulando na vida cotidiana.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sócrates e Platão

Sócrates
Sua vida e ensinamentos: Sócrates foi um filósofo grego cujos ensinamentos formaram a base da filosofia ocidental.

Considerado um dos maiores gênios de todos os tempos, se tornou famoso por ver a filosofia como sendo necessária para todas as pessoas inteligentes.

Sócrates permaneceu na historia como exemplo de um homem que viveu de acordo com seus princípios, mesmo que esses o custassem sua vida. Sua vida: Sócrates nasceu em Atenas em 470 a.C. Seu pai, Sofroniscus, era escultor. De jovem, Sócrates tentou seguir o mesmo caminho. Sócrates recebeu uma educação elementar em literatura e música. Não se sabe ao certo quem foram seus professores de filosofia. O que se sabe é que Sócrates conhecia as doutrinas de Parmênides, Heráclito, Anaxágoras e dos Sofistas. Serviu o exército e lutou bravamente na Guerra da Peloponeso e em várias outras batalhas. Desde jovem Sócrates ficou conhecido pela sua coragem e também pelo seu intelecto. Viveu durante os anos dourados de Atenas, ele era casado com Xantipe e teve três filhos. Sócrates ensinava a filosofia voluntariamente, ele nunca cobrou por aulas, ensinava em lugares públicos e argumentava com qualquer pessoa que o escutasse ou submetesse as suas perguntas. Sócrates acreditava que sua missão era procurar o conhecimento sobre a conduta correta pela qual ele poderia guiar uma melhora intelectual e moral dos cidadãos de Atenas. Pautava sua vida no conhecimento e procurava poetas, políticos, artistas, entre outros. Falava com as pessoas e chegou à conclusão que nenhuma delas era sábia. Acreditava na superioridade da fala sobre as palavras escritas. Ele criticava a palavra escrita chamando-a de artificial, em vez de viva, dizendo que não se podem fazer perguntas a uma palavra escrita. Os ensinamentos de Sócrates que encontramos atualmente foram escritos por seus discípulos. Para ensinar Sócrates usava o método conhecido atualmente como Diálogo Socrático, onde ele trazia conhecimentos aos seus alunos através de uma série de perguntas, analisando as respostas e fazendo mais perguntas. Com isso ele guiava o aluno ao descobrimento do conhecimento. Sócrates passava horas discutindo virtude e justiça entre outros tópicos em praça pública. Em 399 a.C. Sócrates com 70 anos foi julgado e condenado por corrupção de jovens e por não acreditar nos deuses da cidade. Sua obra: Sócrates foi inovador no método e nos tópicos em que ele abordou. Sua contribuição à filosofia ocidental foi essencialmente de caráter ético. Sócrates se concentrou no problema do homem, buscando respostas para origem da essência humana. Chegou à conclusão que o homem é a sua alma, ou seja, o seu consciente; o que o distingui como homem. O homem é a sua, razão seu intelecto, seus conceitos éticos, sua personalidade intelectual e moral e sua consciência. Sócrates focava sua busca em como viver uma vida correta. Ele não explorou áreas da filosofia como a natureza, a origem do Universo, ou até religião. Sócrates dizia que aqueles que estudavam o ser humano podiam aplicar seu conhecimento para uma automelhora ou para melhorar os outros. Alguns exemplos dos tópicos explorados por Sócrates são: O que é o bonito? O que é justo? O que é coragem? O que é injusto? O que é governo? Prazer? Excesso? Luxuria? Etc...
Platão

Platão nasceu em Atenas, em 428 a.C. e morreu 347 a.C. Na exposição da filos
ofia de Platão pode-se dar preferência aos aspectos diferentes, como o metafísico, o ético, o epistemológico. São posições legítimas, porque tais aspectos são fundamentais para Platão. Para Platão o enfoque metafísico é o mais condizente com o seu pensamento, porque está mais de acordo com a concepção clássica da filosofia, que tinha como objetivo principal o estudo da “causa primeira”. E seguida porque, com a teoria das Idéias, Platão parece ter-se considerado em condições de resolver todos os problemas filosóficos. Dialética platônica e método dos geômetras: A dialética platônica caminha noutro sentido. Procura explicar a situação atual do Universo e dos seres, não por meio de uma situação anterior, mas por meio de causas intemporais, que explicam sempre por que cada coisa é o que é. Que consiste basicamente no seguinte: tendo um problema, levanta-se uma hipótese para resolvê-lo, se ela parecer satisfatória, passa-se então a verificar se ela se sustenta a si mesma ou se supõe outra hipótese mais geral e assim sucessivamente. Cria-se desse modo, uma cadeia de hipóteses interdependentes, que buscam uma sustentação última, portanto uma não-hipótese que se baste a si mesma e que sustente no final como que “do alto” todas as hipóteses que lhe estão subordinadas. Platão na verdade com isso está adotando um método explicativo típico da matemática: o método dos geômetras. O mundo das Idéias: Como principal conseqüência da utilização do “método dos geômetras” Platão propõe que se afirme hipoteticamente a existência de “formas” ou essências” ou “idéias”, que seriam os modelos eternos das coisas sensíveis. Essas essências seriam incorpóreas e imutáveis, existindo em si mesmas. Embora Platão as chame também de “idéias”, elas não existem na mente humana, como conceitos ou representações mentais: ao contrário, existem em si, nem nos objetos (de que são modelos), nem nos sujeitos (que conhecem esses objetos). A Doutrina da Reminiscência: Uma das coisas mais extraordinárias da filosofia platônica é a doutrina da reminiscência. Segundo ele o nosso conhecer é recordar. Ocasião para isso é o encontro com as coisas deste mundo, as quais são cópias das Idéias. Na economia geral do sistema de Platão, a doutrina da reminiscência exerce três funções muito importantes: fornece uma prova da preexistência, da espiritualidade e da imortalidade da alma; dá valor ao conhecimento sensitivo, reconhecendo-lhe o mérito de despertar a recordação das Idéias. O Conhecimento: A realidade segundo Platão, é constituída de dois estratos, um estático e o outro dinâmico. Consequentemente na epistemologia, ele dá valor tanto ao conhecimento intelectivo quanto ao sensitivo: ao intelecto, para o mundo das Idéias, ao sensitivo para o mundo sensível. Segundo Platão à distinção radical existente no mundo da realidade entre as coisas e as Idéias corresponde, no mundo do conhecimento, uma distinção igualmente radical entre sensações e intelecção. Em primeiro lugar, porque os sentidos é o mundo sensível; do intelecto, o mundo ideal. Em segundo lugar, porque os sentidos podem, no máximo, chegar a formar uma opinião (dóxa) sobre seu objeto; ao passo que o intelecto produz um verdadeiro conhecimento (episteme), um conhecimento universal. O objetivo do filósofo segundo Platão, é conhecer as formas perfeitas e instruir os demais para este conhecimento.